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Dinamarca acusa Rússia de ataques de sabotagem a empresas de defesa

Dinamarca acusa Rússia de ataques de sabotagem a empresas de defesa

A Rússia iniciou operações de sabotagem contra empresas dinamarquesas que fornecem mantimentos à Ucrânia, depois de ter concluído que esforços mais amplos de perturbação não conseguiram conter o apoio militar ocidental ao país, acua fonte do serviço de segurança nacional da Dinamarca.

Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa
Ritzau Scanpix/Mads Claus Rasmussen - via Reuters

Esta mudança reflete uma escalada significativa na campanha de guerra híbrida de Moscovo, afirmou na quarta-feira fonte do serviço de segurança nacional e de inteligência da Dinamarca (PET) — durante uma conferência sobre segurança interna em Copenhaga.
"O que vimos na primavera foi muito planeamento, mas pouca execução; o que vimos no início do verão é que começaram a realizar muito mais", acrescentou.
Segundo a Reuters, que cita a fonte do serviço de segurança nacional e de inteligência da Dinamarca, a Rússia concluiu que as suas anteriores ações de alvo alargado "não tiveram o efeito de dissuadir a aliança militar ocidental (NATO) de apoiar a Ucrânia".

Embora Moscovo mantenha o controlo político sobre as operações, a sua ousadia operacional está a aumentar, e a Rússia tenta agora " atingir alvos que têm um impacto direto na linha da frente. Isto significa a produção de armas".

Moscovo negou repetidamente o envolvimento em operações de sabotagem ou guerra híbrida
. A embaixada russa em Copenhaga rejeitou as alegações na quarta-feira, acusando as autoridades dinamarquesas de fazerem acusações infundadas contra a Rússia.

A fonte citou uma lista do Ministério russo da Defesa contendo alegados fabricantes europeus de drones e respetivos componentes que, segundo declarou Moscovo em abril, representavam potenciais alvos militares, sem fornecer mais detalhes.A Rússia está a utilizar cada vez mais intermediários não treinados — incluindo pessoas em situação de sem-abrigo e toxicodependentes — recrutados através do Telegram e de outras plataformas de redes sociais.

O recrutamento começa geralmente com tarefas simples, como reconhecimento ou fotografia, e depois evolui para operações de sabotagem propriamente ditas, acrescentou o serviço de segurança nacional e de inteligência da Dinamarca.

"Pode ser qualquer pessoa à procura de dinheiro rápido", sublinhou.

"Se a primeira pessoa não tiver sucesso, lançam outra contra o problema até o conseguirem".

O serviço de informações de defesa da Dinamarca afirmou, no mês passado, que a Rússia irá provavelmente intensificar os ataques híbridos contra o Ocidente nos próximos meses, depois de a Alemanha ter responsabilizado o país por uma tentativa de ataque com dronesao aeroporto de Leipzig/Halle, em agosto.

Em setembro de 2025, antes de a Dinamarca acolher uma cimeira da União Europeia, os drones russos interromperam o tráfego aéreo em seis aeroportos dinamarqueses — incluindo o de Copenhaga, o mais movimentado da região nórdica —, naquilo que a primeira-ministra Mette Frederiksen classificou como um ataque híbrido contra o país.Primeiro grande ataque a um hub de dados russo
Drones ucranianos atingiram um importante centro de dados na região russa de Ryazan, pertencente à Yandex — a principal empresa de tecnologia e inteligência artificial do país —, informou a companhia esta quinta-feira.

A empresa acrescentou que o ataque ucraniano provocou um incêndio e obrigou-a a suspender totalmente as operações do centro
. A Yandex afirmou estar a lidar com as consequências e a restaurar os serviços afetados.

Os principais serviços dirigidos ao consumidor não foram afetados.A Yandex opera o YandexGPT, um dos principais modelos de IA generativa da Rússia.

O ataque ao centro de dados da Yandex ocorreu após uma onda de ataques russos a centros de dados ucranianos nas últimas semanas. Anteriormente, não havia registos confirmados de grandes ataques de drones ucranianos a centros de dados russos.

No site do seu serviço Yandex Cloud, a empresa informou que existiam problemas no fornecimento de energia numa "zona" do centro de dados e recomendou que os clientes utilizassem outras zonas.

c/ agências 
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